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| Deryck Whibley, vocalista e guitarrista, em performance contagiante junto à banda Sum 41 |
Eu não tinha visto quaisquer propagandas sobre o show, muito menos sabia que a turnê passaria em Portugal. Foi em uma noite qualquer boiando pelo Facebook que o anúncio de ônibus fretados para o concerto surgiu e eu fisguei a isca sem pensar duas vezes.
A experiência de assistir uma banda que significou tanto para mim desde a infância e mudou meu modo de ouvir Punk Rock já foi um sentimento bom o bastante. Mas o mais interessante, no fim das contas, foi a chance de curtir meu primeiro show fora do Brasil. Nunca viajei para assistir nenhuma banda, nem sequer na Argentina, e tive a chance de observar algumas das diferenças entre os shows aqui (pelo menos, em SP/RJ) e em Portugal!
REAÇÃO COM A BANDA DE ABERTURA
Já estive em shows em São Paulo onde as pessoas ficaram bem animadas com as primeiras bandas, dando o mesmo gás que estavam segurando para a banda principal, mas na maioria dos casos que presenciei, o público costuma ficar quietão, curtindo de leve e muitas vezes nem prestando atenção no palco. Em Lisboa, a reação foi completamente oposta. O público recebeu a banda de abertura, o grupo de Indie Rock francês Paerish, com muita energia, entusiasmo e animação.
Foi um eco coletivo de todo mundo cantando junto um "na-na-na" de quem não sabe a letra mas quer dar força. Não tenho certeza se eles eram desconhecidos pela maior parte do público, mas uma garota atrás de mim estava pesquisando a banda no Google pouco antes deles entrarem, então acho que realmente essa foi uma surpresa agradável para todos.
Claramente, a banda aproveitou e arrasou. Além de um carinho muito grande pelo público, também deram toda sua energia para aproximar a multidão. Foi muito gratificante vê-los no palco e ter a oportunidade de conhecê-los. Vocês podem ouvi-los pelo perfil no Spotify ou pelo canal Paerish no YouTube!
ORGANIZAÇÃO PRÉ-SHOW DE ARRASAR
Já estive em shows em São Paulo onde as pessoas ficaram bem animadas com as primeiras bandas, dando o mesmo gás que estavam segurando para a banda principal, mas na maioria dos casos que presenciei, o público costuma ficar quietão, curtindo de leve e muitas vezes nem prestando atenção no palco. Em Lisboa, a reação foi completamente oposta. O público recebeu a banda de abertura, o grupo de Indie Rock francês Paerish, com muita energia, entusiasmo e animação.
Foi um eco coletivo de todo mundo cantando junto um "na-na-na" de quem não sabe a letra mas quer dar força. Não tenho certeza se eles eram desconhecidos pela maior parte do público, mas uma garota atrás de mim estava pesquisando a banda no Google pouco antes deles entrarem, então acho que realmente essa foi uma surpresa agradável para todos.
Claramente, a banda aproveitou e arrasou. Além de um carinho muito grande pelo público, também deram toda sua energia para aproximar a multidão. Foi muito gratificante vê-los no palco e ter a oportunidade de conhecê-los. Vocês podem ouvi-los pelo perfil no Spotify ou pelo canal Paerish no YouTube!
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| Os franceses da Paerish embalaram o público na abertura para o Sum 41, em Lisboa |
Parece que eles já tinham tudo previamente testado, sem necessidade de testes de iluminação ou qualquer mudança de palco. As músicas que tocavam para matar o tempo estavam tão baixas que mal dava para ouvir, mas mesmo assim fizemos questão de gritar (o máximo que dava) vários hits do Green Day, Offspring, Ramones e até Van Halen. Os seguranças, todos posicionados, conversavam com as pessoas que estavam mais próximas das grades. Livre de aglomerações, o espaço pareceu comportar muito bem o grande número de pessoas que marcavam presença no Coliseu dos Recreios naquela noite.
Falando em estrutura, que agilidade na fila exterior! Nunca estive em um show onde a fila andava tão rápido! Os seguranças conferiam convites, bolsas e mochilas com uma praticidade absurda. Tudo muito organizado, sem stress e com muita educação. As equipes que trabalharam na segurança e organização do evento estão mesmo de parabéns.
PÚBLICOS DIFERENTES, CANTOS UNÍSSONOS
Quando chegamos, cerca de 45 minutos antes do show de abertura, a casa ainda estava com bastante espaço vago e as pessoas pareciam estar em um encontro com amigos na lanchonete da esquina de casa. Todo mundo conversando ou olhando pro celular, sentados nas arquibancadas ao redor ou no próprio chão da pista. Confesso que esperava mais loucura para um show Punk, mas nem sequer encontrei pessoas com camisas de bandas.
Cheguei a pensar que o show seria um pouco sem graça dado o comportamento escolar que nos cercava, mas quando o Sum 41 entrou o povo se jogou de cabeça. Eram rodas punk, aquele empurra-empurra divertido entre as músicas mais conhecidas, uma gritaria sem fim e várias vozes entoando as mesmas canções. Foi muito mais tranquilo e comportado do que eu jamais esperaria, mas mesmo assim foi animal! Lisboa definitivamente mostrou sua força como cidade do rock!
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| Sum 41, depois de seis anos longe das terras lusas, no palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa |
Depois desse show e da experiência incrível que tivemos no Hard Rock Cafe Lisboa, com uma noite regada aos hits clássicos do rock e muita cerveja, nada como um bom concerto para ratificar nosso conceito. Lisboa, tu és nota 10 no quesito rock 'n' roll! E eu nunca vou me esquecer dessa noite incrível junto à banda que marcou minha infância.
Não conhece o Sum 41? Dá uma conferida então nessa seleção:
*Créditos nas fotos
Não conhece o Sum 41? Dá uma conferida então nessa seleção:
*Créditos nas fotos



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